O que é que os Estados Unidos podem aprender da campanha de vacinação contra a COVID do Brasil

Embora muitos brasileiros critiquem a demora da vacinação contra COVID no Brasil, o país superou os Estados Unidos em número de vacinados. Quer saber mais? Clique aqui!

A vacinação contra o coronavírus começou de maneira parecida nos dois países – Estados Unidos e Brasil –, mas os cidadãos brasileiros parecem confiar mais no governo e acabam olhando o projeto de vacina da COVID 19 como uma necessidade e um direito de todos.

Há meses, a taxa de vacina COVID está em torno de 65% nos adultos nos Estados Unidos. Os ideais fundadores da democracia no país fazem com que os americanos não esperem muito do seu governo.

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O que é que os Estados Unidos podem aprender da campanha de vacinação contra a COVID do Brasil

Principais diferenças da vacinação entre os Estados Unidos e o Brasil

Um projeto de vacinação na população, independentemente do país, depende muito mais fatores do que apenas da disponibilidade da vacina. É preciso, portanto, levar em conta a infraestrutura do sistema de saúde oferecida.

Se a prevenção de futuras pandemias é, de fato, um objetivo dos Estados Unidos, o país deveria estar investindo no sistema de saúde pública. Focar no desenvolvimento de tal sistema, assim como na criação de estratégias a fim de incluir os direitos sociais nos seus princípios da democracia, são os primeiros passos para começar a prevenir situações futuras como a da COVID 19 – ao invés de estar apenas focado saúde privada.

O Brasil, por exemplo, é usado como referência em relação à vacinação quando comparado aos demais países – as pessoas sabem o que pode ser feito e como a aceitação das vacinas é de suma importância. De modo geral, o país é reconhecido como a população enxerga e entende as vacinas, incluindo a do coronavírus, como um direito público de saúde – e é por isso que o país lidera o ranking de mais pessoas já vacinadas.

Vacina COVID: comparação entre os Estados Unidos e o Brasil

As vacinas da COVID 19 demoraram mais para chegar ao Brasil, mas – mesmo assim – toda a população adulta dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro já estavam vacinadas 100% em março de 2022.

Essa é uma das grandes diferenças entre o Brasil e os Estados Unidos – em Nova Iorque, por exemplo, menos de 80% da população adulta recebeu as duas doses da vacina COVID, sendo uma das cidades que apresenta maior taxa de vacinação e não presenciou a escassez da medicação.

Apesar de o Brasil ter apenas dois terços da população dos Estados Unidos, o país ultrapassou o número de totalmente vacinados dos EUA em novembro de 2021 – número que continua a crescer.

A principal razão para isso pode ser explicada através da base de desenvolvimento dessas duas democracias.

Democracias brasileira e estadunidense: como elas se desenvolveram

Não é de hoje que comentam sobre a democracia descentralizada dos Estados Unidos, a qual foi responsável por empurrar o papel do Estado para a periferia – dependendo bastante de diferentes associações entre a sociedade civil.

Quando o país estava sendo formado, o foco principal estava entre os direitos civis e políticos, com uma maior ênfase na liberdade individual. Os cuidados de saúde financiados pelo governo são direcionados, principalmente, às pessoas que estão vivendo abaixo da linha da pobreza e aos idosos.

Embora o Brasil também seja uma democracia e federação, suas associações sempre estiveram focadas na garantia dos direitos sociais. Dessa forma, os brasileiros esperam que tanto a saúde quanto outros serviços sejam disponibilizados pelo governo – mesmo antes da saúde pública ser um direito humano, como foi estabelecido na constituição de 1988.

A aliança entre o cidadão brasileiro e o sistema de saúde pública foi estabelecida há muitos anos - o que facilitou a aceitação, de modo geral, da vacinação contra o coronavírus – diferentemente dos Estados Unidos.

Além disso, os estadunidenses não contam com um sistema de saúde pública, como os brasileiros contam com o SUS. Mais da metade da população dos Estados Unidos tem dívidas médicas e o governo quase que não tem papel quesito. Sendo assim, é visível que – nos EUA – a assistência médica é um luxo e não um direito humano.

Vacinação da COVID 19 no Brasil

Iniciada em 17 de janeiro de 2021, a vacina contra a COVID foi aplicada em diferentes etapas. Os profissionais da linha de frente tiveram prioridades, assim como os idosos e pessoas com comorbidades. Jovens saudáveis aguardaram um pouco mais, mas todos tiveram direito à vacinação completa – cerca de 90% da população brasileira já foi vacinada com a primeira dose. A segunda dose da vacina do coronavírus já foi aplicada em mais de 80% da população e a dose de reforço já ultrapassou 55%.

Não há previsão de data para toda a população estar vacinada, principalmente devido à escassez da medicação no país. Ainda assim, o Brasil é referência na aplicação de vacinas oferecidas pelo governo.

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