A transferência da capital foi um divisor de águas para a interiorização do desenvolvimento no país, especialmente do Centro-Oeste




Essa avaliação é consenso entre os que se dedicam a estudar Brasília. Nas últimas décadas, a região cresceu a taxas superiores à média nacional, impulsionada pela expansão da fronteira agrícola e pela renda proporcionada pelo agronegócio. 


O Centro-Oeste, que contribuía com 3,8% para a formação da riqueza do país, em 1970, escalou para a faixa dos 10% na década passada, segundo estudo do economista Júlio Miragaya, publicado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

As vastas extensões de cerrados, antes com algumas áreas localizadas de plantio de arroz e pecuária, foram ocupadas principalmente pelo cultivo da soja. O crescimento da área plantada com a leguminosa, que era de 1,5% no período 1960 a 1970, dez anos iniciais de Brasília, saltou para nada menos que 79,7% nas décadas de 1980 a 2010. 


Esse dinamismo econômico regional, no entanto, não contribuiu até hoje para resolver uma das maiores dores de cabeça do Distrito Federal: tirar do subdesenvolvimento os municípios goianos que gravitam no seu entorno. Eles se tornaram um cinturão de pobreza, desemprego, violência e serviços públicos precários. E até agora não se encontrou uma forma de beneficiá-los com políticas públicas que os integrem a Brasília. 

— Trata-se de um imbróglio institucional. Parecem filhos que ninguém quer tomar conta — diz o professor da área de planejamento urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB), Benny Schvarsberg, um dos principais estudiosos dos impactos regionais da capital. 

São anos de pesquisas, debates, negociações políticas, divergências e projetos para dar sustentação legal e integrar a região. Na prática, quase nada foi para a frente. O consórcio para a área de resíduos sólidos e águas pluviais, que começou a funcionar em 2015, encontra-se completamente parado. A meta de extinguir os lixões a céu aberto nessas cidades do Entorno, um dos objetivos do consórcio, não saiu do papel. 

Lixão em Formosa, Goiás (foto: Reprodução/Ministério Público-GO) 

Era o único arranjo institucional existente, mesmo que cambaleante. Hoje há políticas públicas para atender os três milhões de habitantes do DF, estimados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano passado. Mas elas não alcançam a expressiva população dos 12 municípios circunvizinhos, com 1,1 milhão de residentes, conforme dados de 2018 da Companhia de Desenvolvimento do DF (Codeplan). 

Pobreza 
Com esse conjunto de habitantes, o DF e os municípios do Entorno tornaram-se a terceira área metropolitana do país, atrás somente das de São Paulo e Rio de Janeiro. A explosão populacional em somente seis décadas, resultado de fluxos migratórios intensos, especialmente do Nordeste, aumentou os problemas da mais jovem capital do país. Sua periferia inchou com aqueles que não conseguiram residir em Brasília, formando um aglomerado de municípios pobres e dependentes, todos em Goiás. E as estatísticas comprovam isso. 

Enquanto a renda média de cada morador do DF era de R$ 2.461 há dois anos, esse mesmo indicador (per capita) era de minguados R$ 661 para os habitantes desses 12 municípios goianos. Ou seja, a renda média dos moradores dessa periferia correspondia a apenas 27% dos residentes no DF, mesmo incluindo as cidades-satélites mais pobres. 

A última Pesquisa Metropolitana por Amostragem de Domicílios (PMAD), realizada em 2018 pela Codeplan, destacou que a renda média desses domicílios goianos está abaixo de três salários mínimos. Isso significa que sua população é de baixa renda. Outros indicadores confirmam as enormes disparidades. Um deles é o nível de escolaridade. Nessa periferia goiana, apenas 5,67% dos seus moradores declararam ter conseguido concluir o curso superior, enquanto no DF 33,9% afirmaram ter curso superior completo. 

O analfabetismo também é maior no Entorno. A média é de 3,76%. Enquanto no DF, que também possui moradores muito carentes em algumas de suas 33 regiões administrativas, 2,9% dos consultados se declararam analfabetos. O economista Umberto Menezes, da gerência de estudos urbanos da Codeplan, explica que a diferença não é tão acentuada nesse indicador porque, bem ou mal, é uma população urbana com acesso a escolas. 

Dependência 
Além de renda e escolaridade baixas, essa periferia depende de postos de trabalho do DF. Quase 60% dos moradores de Águas Lindas de Goiás, que já foi considerado o município mais violento do país, trabalham no DF. Novo Gama vem em segundo lugar (56,6%), seguido por Valparaíso (55%), Cidade Ocidental (52,30%), Santo Antônio do Descoberto (50,7%) e Planaltina de Goiás (49,70%). 

A maior parte dos empregos nesses municípios da Periferia Metropolitana de Brasília (PMB), segundo Menezes, vem do comércio dessas localidades. E há diferenças entre esses municípios. Valparaíso, por exemplo, apresenta renda acima das outras cidades da PMB, porque lá residem muitos funcionários públicos que trabalham em Brasília e conseguem salários mais altos. 

O professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB) Aldo Paviani, reconhecido como um dos maiores estudiosos da capital e de sua periferia, lembra que essas cidades da PMB não se estruturaram para oferecer moradia e emprego ao mesmo tempo. E os empregos nesses locais são geralmente com salários baixos. 

Aldo Paviani em audiência pública no Senado (foto: Geraldo Magela/Agência Senado) 

Paviani, ex-diretor da Codeplan e ainda um colaborador da UnB, diz que esse quadro só será alterado, diminuindo a dependência do DF, com políticas públicas que integrem a região e criem empregos nesses municípios goianos. Um exemplo seria estimular postos de trabalho na área de serviços que não precisam estar localizados em Brasília. 

Para o professor, se fosse constituída uma região metropolitana, seria possível investir, adotar políticas para fixar essa população nesses municípios da PMB e reduzir a pressão sobre os serviços públicos do DF, como na área de saúde. 

Divergências 
A questão crucial para integrar essa periferia a Brasília é ter um arranjo institucional que funcione. Para se ter ideia do tamanho do imbróglio, não há convergência sequer sobre qual o real tamanho da área de influência do DF. Em 2014, uma nota técnica da Codeplan, da qual Paviani foi um dos autores, introduziu o conceito de Área Metropolitana de Brasília (AMB), composta pelo DF e 12 municípios goianos periféricos (ver mapa). É esse documento que serve de base para pesquisas dos indicadores sócio-econômicos da região. 

Antes da AMB, a Lei Complementar 94, de 1998, criou a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). A medida estipulou que a Ride compreenderia 21 municípios, incluindo Buritis e Unaí, que pertencem a Minas Gerais. 20 anos mais tarde, a abrangência dessa Ride foi ampliada (Lei Complementar 163, de 2018) para nada menos que 33 municípios, alguns distantes, como Cavalcante e Alto Paraíso, na região goiana da Chapada dos Veadeiros, conhecida por suas belezas naturais. 






O resultado é que a Ride do DF e Entorno ficou no papel. Segundo Miragaya, ex-presidente da Codeplan e co-autor da nota técnica que conceituou a AMB, as prefeituras desses municípios não reconhecem a existência da Ride. O documento acabou não ajudando a articular políticas públicas que beneficiariam os municípios da região. 

Ride 
A lei federal que cria o Ride prevê que o Executivo possa criar um conselho administrativo para coordenar as atividades da região integrada e instituir o Programa Especial de Desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal. Sob esse amparo legal, convênios poderiam ser firmados entre a União, o DF, os estados de Goiás e Minas Gerais e todos os municípios incluídos na Ride. 

O consultor do Senado para a área de desenvolvimento urbano, Victor Carvalho Pinto, concorda que o gigantismo da Ride do DF e Entorno inviabilizou seu funcionamento. Sua criação está prevista na Constituição de 1988 como um instrumento que possibilita a União atuar em uma microrregião do país. No Brasil, segundo ele, existem três Rides: DF e Entorno, Grande Teresina, no Piauí, (Lei Complementar nº 112, de 2001) e Polo Petrolina (PE)/ Juazeiro (BA) (Lei Complementar nº 113, de 2001). 

Com base na Ride de 1998, foi possível construir a única ponte entre o DF e 19 municípios goianos do Entorno: o Consórcio Público de Manejo dos Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do DF e Goiás (Corsap). No entanto, segundo a assessora do consórcio, Yngrid Gebrim, o Corsap está desativado desde fevereiro do ano passado, por falta de recursos, sucessão de governadores estaduais e desinteresse das prefeituras. 

Prefeitura de Pirenópolis (GO) realiza oficina de coletiva seletiva com estudantes da rede pública (foto: Divulgação/Prefeitura de Pirenópolis-GO) 

As despesas do consórcio, como locomoção e pagamento da própria equipe, são bancadas com cotas rateadas entre os municípios participantes e os dois governos estaduais, o do DF e o de Goiás. O consórcio ainda pode receber repasses federais para atender projetos, por meio de convênios. 

Mas não há recursos. A assessora conta que foram aprovadas duas emendas parlamentares para o Corsap no Orçamento federal de 2016. Seriam aplicadas em projetos de manejo de resíduos sólidos, porém não foram executadas. A de maior valor, R$ 1,356 milhão, está autorizada na Caixa Econômica Federal. Mas os recursos não foram aplicados pela ausência de quadro técnico do Corsap para organizar a licitação, segundo Yngrid. A outra emenda, de R$ 776 mil, ficou travada na Caixa. Yngrid diz que até hoje não há resposta sobre o que ocorreu com o processo. 

A atuação do consórcio acabou restrita a visitas a todos os municípios participantes, dos quais apenas quatro (Novo Gama, Padre Bernardo, Água Fria de Goiás e Pirenópolis) conseguiram concluir seus planos para o manejo de resíduos sólidos, com a aprovação de leis municipais. Porém, o único projeto que saiu efetivamente do papel foi o intitulado Quintal Orgânico. 

O projeto estimula o uso de resíduos compostados em hortas comunitárias, por meio de oficinas, palestras e assessoria. Mesmo assim, somente dois municípios (Água Fria e Mimoso) conseguiram implantar o projeto, segundo a assessora do Corsap. 

Região Metropolitana 
Outra iniciativa que não decolou foi a criação de uma região metropolitana. Ela teria autorização federal e sustentaria políticas públicas para o DF e seus municípios vizinhos com base em leis estaduais e uma lei distrital. Uma grande diferença em relação à Ride, segundo o consultor do Senado, é ser um instrumento de caráter impositivo. Definida uma política de saneamento para a região metropolitana, por exemplo, os municípios não poderiam se recusar a participar e optar por diretrizes próprias. 

Em 2014, o então senador Aloysio Nunes apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 13/2014), que previa a possibilidade de instituir regiões metropolitanas interestaduais ou com o DF por meio de lei complementar federal. A PEC foi arquivada no final de 2018, exatamente o que ocorreu com a tentativa anterior (PEC 27/ 2008) para criar essas regiões metropolitanas. 

Nova tentativa foi feita na época da votação do Estatuto da Metrópole. O texto aprovado no Congresso previa a possibilidade de o DF compor uma região metropolitana com seu Entorno. No entanto, esse dispositivo do estatuto (Lei 13.089, de 2015) foi vetado pela então presidente Dilma Rousseff. O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marco Aurélio Costa, que participou das discussões no Congresso, lembra que um dos argumentos para o veto presidencial foi a existência da Ride do DF e Entorno. 

A última investida foi a Medida Provisória (MP) 862/2018, ainda na administração de Michel Temer. Ela alterava o Estatuto da Metrópole para criar a região metropolitana do DF e os municípios do Entorno. No ano seguinte, a MP foi discutida no Congresso e seu texto original, segundo o consultor do Senado, teria que ser modificado para se adequar à Constituição de 1988.
Queda de braço 
Na fase das emendas, a tramitação da MP 862 emperrou pela disputa por recursos do Fundo Constitucional do DF (FCDF). O fudo paga a folha de salários de servidores da segurança pública e garante repasses para serviços nas áreas de saúde e de educação de Brasília. O seu valor é considerável. 

Esse ano, o montante autorizado pela lei orçamentária federal foi de R$ 15,7 bilhões, ou seja, quase 5% do total de recursos que devem ser transferidos pela União para estados, municípios e DF. Segundo dados do Siga Brasil, sistema do Senado que facilita a leitura e o acesso ao Orçamento federal, já foram pagos R$ 5,7 bilhões até maio deste ano. 

A disputa por esses recursos do fundo desencadeou uma verdadeira queda de braço entre os novos governadores de Goiás e do DF e os parlamentares dos dois estados. O professor Schvarsberg, defensor da proposta, lembra que os goianos queriam "abocanhar" parte de recursos do FCDF, o que foi barrado pelo governador do DF. 

Sem acordo para a sua aprovação, a MP perdeu sua validade e, com isso, essa proposta de integração regional voltou à estaca zero. Não há até agora nenhum projeto que retome essa iniciativa, segundo o consultor do Senado. 

Sudeco 
Para Schvarsberg, a criação de uma região metropolitana para o DF e os municípios da PMB é o arranjo institucional mais efetivo para melhorar os serviços públicos e tentar romper o cinturão de pobreza dessa periferia. Ela permitiria instituir um fundo para direcionar a aplicação de recursos, a exemplo da região metropolitana de Belo Horizonte, a que melhor funciona na avaliação do professor da UnB. Teria um conselho para articular e coordenar um plano integrado para a região nas áreas de transporte, saneamento básico, educação, saúde e segurança pública. 

Diante desse imbróglio institucional, como ele mesmo classifica, o professor de planejamento urbano da UnB, sugere como alternativa fortalecer a Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) para que o órgão ajude o DF e os municípios pobres de sua periferia. 

Essa proposta chegou a ser cogitada pelo atual governo. Técnicos da Casa Civil, da Sudeco e dos governos de Goiás e do DF se reuniram para discutir alternativas nas áreas de segurança, saúde, mobilidade urbana, emprego e renda, inclusive com a possibilidade de aplicação de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). No entanto, a ideia não avançou e foi colocada na geladeira com a pandemia do coronavírus. 

Leila defende entendimento 
De acordo com a senadora Leila Barros (PSB-DF), há necessidade de que o Distrito Federal, Goiás e a União se unam de verdade com vistas a encontrar soluções para os problemas e desenvolver saídas econômicas e sociais para o entorno. "De forma isolada, assuntos como saúde, meio ambiente e economia naquela região não serão resolvidos por ninguém", adverte a parlamentar. 

No entender da senadora, uma alternativa seria a criação de mecanismos como consórcios para gerir hospitais e redes de saúde, cuidar de resíduos sólidos e implementar projetos econômicos. "Essa parceria é uma necessidade e deveria envolver o DF, Goiás, municípios da região e a União. Devemos sair da posição de rivalidade, que só tem gerado abandono para aquela região. O caminho certo é passarmos a agir em conjunto, com uma pauta real", explica 

Ela apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria os Fundos das Regiões Metropolitanas. A PEC permite que estados e o DF, por meio de lei complementar, delimitem microrregiões no entorno de cidades com mais de um milhão de habitantes. O objetivo é integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. Todos os valores arrecadados nesses locais com o IPVA (estadual) e o IBTI (municipal) seriam revertidos para um fundo constitucional a ser criado para cada região.


Fonte: Agência Senado.



Proteção, fiscalização e conscientização na luta contra o coronavírus

Fotos: Luana Machado.


A Administração Regional do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) entregou mais de 2 mil máscaras de proteção à população nos meses de abril e maio. As equipes entregaram as máscaras aos comerciantes da Ceasa, moradores da Estrutural e no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN). O DF Legal, Secretaria de Economia do DF, SEDES-DF, Secretaria de Justiça e Cidadania e a SEGOV-DF organizaram a ação.

O material é de uso obrigatório e o não cumprimento das normas pode acarretar em multa de 2 mil reais. Esta é uma ação do GDF, por meio da administração do SIA, que teve início no dia 15 de maio. Faz parte de várias ações realizadas desde abril com objetivo de auxiliar na proteção, fiscalização e conscientização sobre a atual pandemia do coronavírus.

O uso de máscaras de proteção se tornou uma medida importante no combate ao novo coronavírus, pois diminui as chances de contágio. No entanto, é preciso lembrar que elas não substituem o isolamento social, a higienização das mãos e outras orientações de prevenção.

A administradora do SIA, Luana Machado, afirmou que a ação ajuda a conscientizar as pessoas sobre a importância do uso da máscara. “Entregamos mais de 2.000 máscaras para a população. A operação realiza a fiscalização do comércio e aborda as pessoas nas ruas, particularmente em aglomerações, para a prevenção ao coronavírus no DF”, disse.


A ação contou com a participação da Administração da Estrutural, Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal), Departamento de Trânsito do Distrito Federal (DETRAN/DF), Polícia Militar do Distrito Federal (PM/DF) e Corpo de Bombeiros Militares (CBM/DF).



O Ministério da Saúde enviou a terceira equipe da Força Nacional do SUS (FN-SUS) composta por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas para atuarem no combate ao COVID-19 no Estado do Amazonas. Mas o que poderia ser uma solução humanitária está se transformando num pesadelo para esses profissionais


Foto: Viviane Rezende.


Os profissionais de saúde, todos voluntários, chegaram a Manaus no último dia 5 oriundos de diversos estados brasileiros: Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco e o Distrito Federal.

Um vídeo disponibilizado na internet, prints de conversas do grupo e um desabafo de um profissional denunciam a humilhação que eles estão passando por estarem, voluntariamente, colaborando com a recuperação do país nessa pandemia.

“Nós enfermeiros, médicos, biomédicos, fisioterapeutas…estamos sendo bastante humilhados em Manaus. O poder das cooperativas de saúde que queriam abocanhar o dinheiro do governo federal para fazer a contratação direta de profissionais e encherem seus bolsos nos expulsaram dos hospitais alegando que não precisam de nosso trabalho. obs: uma dessas cooperativas têm o sec de saúde como sócio, segundo jornalistas locais.

Muitos estão a 30 dias tentando um lugar para trabalhar indo e voltando sem sucesso. Somos chamados pejorativamente aqui de: “os profissionais do Bolsonaro”.

Comunicamos o Ministério da Saúde e a Saúde local do estado e não tivemos retorno nem acolhimento por parte dos mesmos sobre este descaso conosco, nos enviaram o whatsapp do secretário de saúde que está por trás dessas cooperativas, ou seja, não de nada resolvido.

Ontem, nos tiraram de mais um hospital, o 28 de agosto. O que nos parece é que depois da fala de Bolsonaro contra o prefeito de Manaus a coisa piorou para nós”, (texto original e grifo nosso).

Segundo um dos vídeos, os profissionais estão confinados em um hotel de Manaus sem poder exercer o trabalho o qual se propuseram porque cooperativas ligadas ao governo estão impedindo que isso aconteça.

Levantam cedo, se preparam para o trabalho, chegam até a sair do hotel em direção ao Hospital Delphina Aziz (a unidade é referência no atendimento e tratamento de pacientes com COVID-19), mas ao chegarem lá são impedidos de trabalhar e, praticamente, expulsos do local.

Tentamos contato com a assessoria de imprensa da Agência Saúde, mas até o fechamento dessa matéria não conseguimos. O site está à disposição para os esclarecimentos necessário.

Prints das conversas:





Fonte: Blog do Poliglota.

No culto on-line desta terça-feira, 26, na Embaixada Sara Nossa Terra, em Brasília, o bispo Lucas Cunha ministrou com base no livro de Lamentações 3:55- 58

Foto: João Batista.

Diante da passagem, o preletor destacou sobre não ter medo. Desde modo, pregou que muitos indivíduos ainda relutam com Deus por meio de argumentos, reclamações ou exigências. “Por que Deus permite isto ou aquilo? Ele permite obstáculos para que você fique em uma situação mais maleável e acessível. Por que existem pessoas que acham que sabem de tudo e não aceitam serem tratadas? O Espírito Santo tem facilidade em conduzir pessoas quebrantadas que reconhecem que sem a presença Dele não são nada, ou seja, temos que reconhecer que o Pai está acima de tudo e que temos que combater pensamentos ilusórios que não são da vontade Dele”, assegurou.

Diante disto, o preletor alertou que é necessário que as pessoas renunciem o orgulho. “Muitas vezes, os indivíduos estão em crise. Jejuam, oram e não recebem respostas. Pensam que Deus as abandonou. Todavia, esta ausência de resposta não significa que o Pai não ouve o clamor delas. Posso citar o exemplo de Sansão, que dependia da força dele, e que não respeitava os princípios quando agia de forma ignorante. No entanto, quando ele contou o segredo para Dalila, os soldados filisteus capturaram ao homem que era intocável. Ou seja, o pecado dele o levou à fraqueza. Te faço uma pergunta: Deus permitiu isto? Sim, para que o coração dele voltasse para estar em sintonia”.

O preletor observou ainda que assim como Sansão, o homem precisa entender que sua força está no altar e que se faz necessário deixar para trás tudo o que te prende ao passado de pecado. Pois o compromisso de Deus com cada indivíduo é no futuro. “O Pai tem algo maravilhoso para você. Que a tua vida não seja escrava dos sentimentos ou que esteja no fundo do poço. De acordo com o que está escrito nos versículos citados, as pessoas se tornam manuseáveis nas mãos de Deus, onde as histórias delas serão mudadas. Deus julga os seus inimigos. Você será um grande homem de Deus e profissional”, finalizou.


Texto: estagiário Bruno Faria sob supervisão de Jeane Magalhães



A gestão de pessoas é, atualmente, considerada um componente fundamental na administração de todos os tipos de empresa. Empreendimentos de todos os setores e ramos, sejam de pequeno ou grande porte, desfrutam dos benefícios de investir na área de recursos humanos


Foto: Caio Filho.

Isso também vale para os negócios rurais: por isso, neste artigo vamos falar sobre gestão de pessoas no agronegócio.



É fato que a profissionalização no gerenciamento das “empresas do campo” vem trazendo mais produtividade e eficiência ao setor. Esse processo passa, por exemplo, pela utilização de recursos tecnológicos tanto na produção quanto na gestão da empresa e também pela capacitação da mão de obra.


A evolução dos produtores rurais com competência para empreender também está relacionada ao desenvolvimento de pessoas – hoje considerado chave para todos os mercados. Por isso, o investimento em capital humano já é uma prática comum em quase todas as empresas.

Sendo assim, a gestão de pessoas no agronegócio merece uma atenção especial. Isso porque o setor ainda está evoluindo nesse sentido e porque possui características que resultam em desafios específicos a serem superados.
O que é gestão de pessoas

A gestão de pessoas também é conhecida como administração de recursos humanos. O objetivo dessa área, em linhas gerais, é trabalhar com eficiência utilizando os recursos humanos disponíveis e conseguir criar, manter e desenvolver pessoas com habilidade e motivação para realizar os objetivos da empresa.

Além disso, também faz parte do seu escopo administrar o comportamento dos colaboradores e desenvolver condições de bem-estar, satisfação e alcance de objetivos individuais. Cada empreendimento pode definir quais são os objetivos específicos da área e determinar quais estratégias e metodologias específicas irá utilizar para alcançá-los.

Por essa razão, resumidamente, a gestão de pessoas é considerada um conjunto de práticas para o desenvolvimento do capital humano nas empresas. Essas técnicas estão relacionadas à motivação, retenção e capacitação dos colaboradores sempre com o intuito de melhorar o seu desempenho – e, consequentemente, melhorar a performance do negócio.
Quais são as principais atribuições e pilares da área

A gestão de pessoas procura engajar e estimular o comprometimento e o progresso da equipe. Além disso, ela também é fundamental para a formação de lideranças para uma empresa – considerada uma das grandes dificuldades do mundo corporativo.

As atribuições da área envolvem uma série de ações voltadas a aumentar o bem-estar do colaborador e melhorar o ambiente de trabalho. Para ser eficaz, a metodologia deve levar em consideração cinco pilares: motivação; comunicação; trabalho em equipe; conhecimento e competência; treinamento e desenvolvimento.

Também são atividades desempenhadas pela gestão de pessoas a contratação de novos funcionários, a avaliação de desempenho, a capacitação, a realocação e as promoções dos colaboradores. A gestão de crises envolvendo equipes também faz parte do leque de atribuições da área.
Desafios da gestão de pessoas no agronegócio

Apesar do crescimento observado nos últimos anos, o setor agropecuário brasileiro sofreu – e ainda sofre – as consequências do êxodo da população rural para os grandes centros urbanos. Da mesma forma, fatores como a falta de gerenciamento em negócios familiares e o despreparo em relação à chegada da tecnologia também não contam a favor dos empreendimentos rurais.

Nesse contexto, além de ver os seus funcionários deixando o campo para trabalhar na cidade por diversos motivos, muitos produtores também não sabem como administrar e valorizar as pessoas com quem trabalham. Isso trouxe uma rotatividade profissional muito grande para esses empreendimentos. Ao mesmo tempo, resultou na escassez de mão de obra qualificada no agro.

Esse panorama é importante para entender os desafios e a importância da gestão de pessoas no agronegócio para mudar essa situação. Dessa forma, o setor poderá continuar crescendo para alcançar patamares cada vez mais altos. Lembrando que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO), para garantir o equilíbrio da segurança alimentar mundial a produção de alimentos precisa aumentar em 60% até 2050.
Por que a gestão de pessoas no agronegócio é importante

É verdade que a tecnologia trouxe muitos recursos de automação para o processo produtivo nas fazendas. No entanto, as pessoas continuam sendo parte crucial do “funcionamento” desses empreendimentos.

Por um lado, as máquinas agrícolas realizam um trabalho eficiente, mas a participação humana segue sendo imprescindível para operá-las e realizar várias outras atividades envolvidas da produção. Por outro, profissionais com conhecimento e competência também são necessários para saber manejar cultivos com eficiência e responsabilidade no uso de recursos naturais.

É por isso que os funcionários precisam ser considerados ativos das empresas também no agro. Um negócio só pode alcançar o seu máximo potencial com mão de obra de qualidade. Isso significa ter pessoas competentes, preparadas e geridas com excelência – evidentemente, por uma boa gestão de pessoas no agronegócio.
Impactos positivos para as empresas rurais

O investimento na gestão de pessoas no agronegócio traz uma série de benefícios para os empreendimentos e, consequentemente, para o setor em geral.

A instauração de técnicas específicas permite, por exemplo, que o gestor reconheça e gerencie as competências dos trabalhadores. Entender se o seu funcionário consegue identificar problemas e propor soluções com eficácia possibilita que ele seja colocado em uma função estratégica para a empresa rural.



Além disso, a administração de recursos humanos também conta com valiosos métodos de avaliação de desempenho e análise de resultados. Essas informações, cruzadas com dados de performance e produtividade do negócio, ajudam a esclarecer pontos que necessitam melhorias e a tomar decisões assertivas na gestão.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem o primeiro projeto de lei de autoria do deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF)


Foto: Anderson Miranda.

O PL 1251/20 garante a liberação de recursos do Fundo Setorial de Audiovisual (FSA) e do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para pagamento dos cachês atrasados, das datas suspensas ou adiadas e a implementação imediata de programa de assistência financeira com renda mínima para os trabalhadores na área da cultura e aos trabalhadores informais. O texto foi apensado ao PL 1075/20 que também trata de ações emergenciais para socorrer o setor durante a pandemia do novo coronavírus.

Julio Cesar defende que a junção de esforços foi essencial neste momento e justifica que o setor é um dos mais prejudicados com a chegada da crise. “Estou muito feliz com a aprovação deste projeto. Não podemos fechar os olhos para um dos setores mais afetados pela crise, até porque o nosso país é reconhecido mundialmente pela sua diversidade cultural. Além do mais, essa proposta reconhece e valoriza os trabalhadores envolvidos com o fomento da cultura brasileira”, declara.

A proposta construída em conjunto com os deputados federais republicanos, Aline Gurgel (AP) e Celso Russomanno (SP), foi acatada na íntegra pela deputada e relatora Jandira Feghali (PcdoB/RJ).

Linha de crédito

Além do aporte financeiro, o texto prevê ainda a abertura de linha de crédito para aquisição de equipamentos culturais ou renegociação de crédito, com maior tempo de carência, através de recursos liberados pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a suspensão de cobranças de impostos para espaços culturais, cobranças e taxas sobre MEIs e ME da área cultural e acesso aos benefícios do INSS. Os beneficiários deverão ser identificados por meio do cadastro de sindicatos, dados oficiais e a comprovação do trabalho informal na cultura. A matéria segue para o Senado.



Segunda etapa do programa Acolher visa proteger policiais penais que estão na linha de frente no combate à Covid 19 e atuam na Papuda


Foto: João de Castro.


Os profissionais de execução penal que atuam na Papuda serão acolhidos para descansar após o dia de trabalho. Com essa medida, eles não precisam voltar para casa e, assim, reduzem as chances de transmitir o Covid-19 para seus familiares. Os servidores poderão se hospedar no Like U Hotel e no Kubitschek Plaza por meio do Programa Acolher, coordenado pela Secretaria de Turismo. Essa é a segunda fase do Programa, que iniciou com os profissionais da Secretaria de Saúde e agora se estende de forma inédita até os profissionais que atuam no Sistema Penitenciário do Distrito Federal. O anuncio foi publicado nesta quarta-feira (27/05), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

O Programa Acolher tem como missão cuidar da saúde ocupacional dos servidores da carreira de execução penal do DF, visando os afastamentos decorrentes da contaminação pelo Covid-19 e proporcionando maior segurança para que os profissionais não se tornem foco de transmissão junto a seus familiares, impactando diretamente na qualidade do serviço prestado no Sistema Penitenciário do Distrito Federal.

Os servidores irão se hospedar em apartamentos individuais (single), com café da manhã, almoço e jantar. Além disso, terão mais tempo para descansar pois conseguirão acessar facilmente os locais onde trabalham, dada a localização privilegiada dos hotéis.

As vagas são destinadas aos profissionais lotados nos estabelecimentos penitenciários Penitenciários e residam com pessoas do grupo de risco e estejam envolvidos no atendimento presencial dos internos suspeitos ou diagnosticados com o coronavírus. 

Os hotéis atenderam a todos os critérios e exigências estabelecidos no projeto básico elaborado pelo GDF, de acordo com a análise feita pela Setur-DF, além de ser a proposta mais vantajosa para o poder público. O contrato terá vigência de 30 dias a partir da sua assinatura, podendo ser prorrogado diante das necessidades para o enfrentamento da situação de emergência de saúde pública pelo coronavírus. 

“Esta é uma forma de agradecimento e reconhecimento da importância desses profissionais num momento difícil para todos. O GDF está oferecendo mais uma forma de proteção para eles e para os familiares, uma vez que muitos deles, que arriscam a vida diariamente por todos nós, moram com pessoas idosas ou com comorbidades. Além disso é uma forma de movimentar o setor hoteleiro, tão atingido pela crise econômica que é o efeito colateral da Covid-19”, diz o vice-governador Paco Britto.

“A Setur está totalmente empenhada nas ações que possam garantir o bem-estar, a proteção e o conforto para os agentes penais e a segurança para as suas famílias. A medida também é providencial para a rede hoteleira, uma vez que o setor do turismo é um dos mais impactados pela crise atual", avalia a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça. 

Exigências para a acomodação
Para garantir a segurança dos trabalhadores, o hotel deverá seguir um protocolo de prevenção e limpeza dos ambientes. Os ambientes de uso coletivo, como salas de televisão/cinema, jogos, piscina ou sauna devem permanecer fechados. O estabelecimento também deverá limpar e desinfetar todas as superfícies de contato frequentemente, especialmente maçanetas, corrimões, balcões, botões de elevadores, etc.

Balanço de casos no sistema penitenciário
De acordo com o último balanço divulgado pela SSP-DF, até a última segunda-feira (25), 81 agentes estão com teste positivo para o coronavírus, sendo que 141 já se recuperaram. O monitoramento diário dos casos e vem analisado, levando em consideração os cenários de possíveis baixas em decorrência desta situação com o objetivo de evitar que os profissionais da segurança pública se tornem focos de transmissão. 

O secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, reforçou a importância de uma gestão integrada no combate à pandemia. “Esta gestão entende que as medidas de prevenção à Covid-19 passam por ações interdisciplinares entre órgãos do GDF. Quando recebemos a categoria dos policiais penais e traçamos esse planejamento sobre o serviço de hotelaria, tivemos a Setur desde o primeiro momento ao nosso lado. Estamos sempre avaliando cenários para oferecer aos servidores da Segurança Pública a melhor estrutura preventiva que podemos”, destacou.

Profissionais de saúde

Os profissionais de saúde vinculados à Secretaria de Estado de Saúde inscritos no Programa Acolher já começaram a chegar aos hotéis da holding Phenicia na sexta-feira (22). Até 250 profissionais podem ser beneficiados com a iniciativa. O Programa foi lançado na quinta-feira (21), por meio de uma cerimônia com número limitado de participantes devido à pandemia, para a assinatura do contrato com a rede hoteleira.

Os consumidores brasilienses agora podem fazer suas compras no Fort Atacadista e pagar com o cartão de auxílio emergencial do Governo Federal. A medida vai gerar mais comunidade e facilidade para os clientes e começa a funcionar nas três lojas da rede hoje, dia 26 de maio. A novidade foi implementada em todas unidades do Brasil. O objetivo é ajudar a reduzir o número de pessoas nas filas de agências bancárias e lotéricas, evitando assim aglomerações

Para fazer o pagamento, o cliente precisa apenas baixar o aplicativo CAIXA Tem, gerar um código e apresentar diretamente para o operador de caixa, quando finalizar o pagamento. “Com essa iniciativa, não é necessário ir até uma agência sacar o dinheiro. Tudo é feito com segurança e pelo celular, para que os clientes aproveitem as ofertas com mais conforto e agilidade”, avalia o gerente de marketing do Fort Atacadista, Celso Furtado.


A nova opção de pagamento é uma oportunidade para quem quer economizar, já que os atacarejos apresentam produtos com preços mais acessíveis ao consumidor. No Fort, é possível encontrar no setor de frutas, legumes e verduras produtos frescos e selecionados. Em Brasília, na loja Sol Nascente, há promoções também do Açougue Carne Fresca, setor com mais de 40 opções de cortes.

Outra alternativa econômica para os clientes é a utilização do Vuon Card, cartão de crédito próprio da empresa. As compras a prazo, podem ser pagas em até 40 dias, dependendo da data da compra. Além disso, o consumidor tem acesso a alguns itens nas gôndolas com preços menores que os vendido à vista, exclusivos para quem tem o cartão.

O horário de funcionamento em todas as lojas, é de segunda a sábado das 7h às 22h, e aos domingos das 8h às 20h. Em Brasília, as lojas do Fort Atacadista ficam localizadas nos seguintes endereços:

- Fort Atacadista 175: Sol Nascente | DF | Quadra QNP 27 Área Especial 01 S/N

- Fort Atacadista 138: Taguatinga | DF |

SDE Setor M Norte Qd. 1 Cj. A Lt. 1 – Av. Hélio Prates com M Norte | Taguatinga Norte




- Fort Atacadista 75: Ceilândia| DF | CNN 1 S/N | Centro

O presidente Rafael Prudente firmou um compromisso com os colegas de não publicar a redação final da Resolução nº 40 até que os parlamentares possam reexaminar o texto


Foto: Silvio Abdon.

A Câmara Legislativa votou contra a inclusão de ex-deputados distritais no plano de saúde dos parlamentares e dos servidores efetivos ou comissionados – o Fascal. Com a decisão, tomada pela unanimidade dos presentes na sessão remota desta terça-feira (26), serão retiradas da redação final da Resolução nº 40, aprovada no dia 20 passado e alvo de vários questionamentos, as emendas de números 4 e 5. Antes de a matéria ter sido novamente apreciada, hoje, deputados pediram que a votação da referida proposição fosse anulada. O encaminhamento da mesa diretora dos trabalhos, porém, foi pela exclusão das duas emendas.

A primeira permitia que os ex-deputados e seus dependentes pudessem fazer parte do Fundo de Assistência à Saúde da CLDF. Já a emenda nº 5 retirava a limitação de permanência para ex-servidores e dependentes, beneficiários do plano como optantes, desde que diagnosticados com doenças pré-existentes. O prazo máximo estabelecido para os demais inscritos também na condição de optantes é de 24 meses.

Compromisso – Ao proclamar a deliberação contrária às duas emendas, o presidente da CLDF, deputado Rafael Prudente (MDB), firmou um compromisso com os colegas de não publicar a redação final da Resolução nº 40, no Diário da Câmara Legislativa, até que os parlamentares possam reexaminar o texto e, se for o caso, apresentar sugestões que poderão ser votadas com o objetivo de aperfeiçoar a matéria que regulamenta o funcionamento e a estrutura do Fascal.


O parlamentar também fez referências à entrevista coletiva da Mesa Diretora da CLDF, na última sexta-feira (22), na qual foi anunciado que seriam revistas as duas alterações ao texto original da matéria. "Avisamos, na ocasião, a todo o Distrito Federal sobre a decisão de excluir os itens que estavam sendo objeto de questionamentos. Agora, foi feita a correção e teremos tempo para fazer toda a avaliação e, se for necessário, trazer um novo texto à apreciação do plenário", declarou.

Os finais de semana já não são mais os mesmos desde o início da pandemia do Covid-19. Com os bares e restaurantes fechados por recomendação das autoridades de saúde, como uma das medidas para evitar a proliferação do vírus, as opções de lazer tem se reduzido às lives com cantores famosos. E para acompanhar o modão das duplas sertanejas ou o axé da baiana Ivete Sangalo, a galera pede uma bebida e aquele petisco no capricho.

Para colaborar com o isolamento e garantir que ninguém precise sair de casa, o comércio está se adaptando e aderindo ao delivery não apenas no cardápio do dia a dia, mas também nas "comidas de boteco". “É desafiadora a situação que nos encontramos com o isolamento, então precisamos nos reinventar e sermos criativos. O delivery é uma boa saída para nos mantermos ativos e continuarmos atendendo aos clientes”, afirma Bruno Figueiredo, um dos sócios da casa.

Com a recente reforma onde antes adotava um conteito de uma cantina italiana, servindo pizzas e massas, tanto à la carte como rodízio de pizzas, o Beneditta Cozinha e Bar passou a ter mais estrutura e oferecer para seus clientes um espaço e um cardápio amplo. A casa já estava inserida no formato delivery, e para atender uma demanda crescente com a quarentena, adaptou o seu cardápio com um formato mais descontraído. "As maratonas de séries, as tão esperadas lives garantem a animação do happy hour em casa e o nosso cardápio foi criado para atender essa demanda”, explica Bruno.

Quem gosta de uma cervejinha e um petisco para acompanhar e diminuir a saudade dos encontros sociais e barzinhos, o cardápio do Beneditta Cozinha e Bar, conta com itens como as Isca de Filé de Tilápia(R$ 59,90); a tradicional Picanha na chapa (R$ 79,90); Bife Ancho (R$ 59,90), todos com direito a 3 acompanhamentos como mandioca, feijão tropeiro, batata frita e outros a escolha do cliente.   Porção de pasteizinho 12 unidades e Porção de mini quibe 20 unidade (R$19,90) também tem grande saída, assim como o Camarão à Beneditta para duas pessoas (R$ 79,90). "A ideia é deixar o isolamento mais descontraído e saboroso, como se tivesse no barzinho mesmo”, completa.

Além do cardápio de petiscos, a casa conta com opções de pratos para almoço e jantar, como o camarão ä moda da casa (estilo camarão internacional) e a parmegiana de frango ou carne, que são dois carros-chefe da casa. Sem falar nos mais de 40 sabores de pizzas, com massa artesanal, e ingredientes selecionados, que já fazem a fama da casa na região. Os pedidos podem ser feitos direto pelo telefone ou whatsapp do restaurante (61) 3373-3675 / 3372-8198, ou pelos aplicativos de entregas. 


Sobre o Beneditta - Nascida em 18 de agosto de 2015, com conceito de uma cantina italiana, a casa serve pizzas e massas, tanto à la carte como rodízio de pizzas. Recém reformada, para oferecer mais estrutura aos clientes, conta com espaço kids com monitora, bar de drinks, fraldário, música ao vivo aos sábados e outras comodidades. Não à toa, se transformou em um point das famílias da região e uma referência para as comemorações. Conta também por uma reformulação do cardápio, com diversidades de pratos, sendo: carnes, frutos do mar e massas variadas. Atualmente em sua direção tem dois sócios: Bruno Figueiredo e Ricardo Fernandes.

SERVIÇO
Beneditta Cozinha e Bar lança cardápio de petiscos no serviço de delivery
Endereço:  QNM 34 Cj. "I" Lt. 34 - Taguatinga, Brasília, DF.


Telefone: (61) 3373-3675 / 3372-8198 

Em 2020, Novacap já plantou cerca de 30 mil novas árvores em vários pontos do DF

Árvore típica do Cerrado encanta população anualmente | Foto: Fábio Gois.

Quem anda pelas ruas do Distrito Federal já começa a notar a florada dos primeiros ipês-roxos, considerados a árvore símbolo de Brasília, e a se questionar se já está na época de começar este espetáculo. De acordo com Raimundo Silva, chefe do Departamento de Podas e Jardins da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), as condições climáticas atípicas de 2020, com a incidência de frio antes do que é normal, fez com que também o desabrochar da espécie fosse antecipado.

Ele explica que a floração do ipê-roxo ocorre no período entre junho e agosto, com a árvore despida de folhagem, mas pode surgir em meses anteriores juntamente com o período prematuro de estiagem e frio. No entanto, as flores podem coexistir com folhas velhas.

“Uma mesma planta pode florescer mais de uma vez na mesma estação, apresentando uma primeira floração com menor intensidade, limitada a alguns galhos, como já podemos observar em alguns pontos de Brasília”, ressalta Raimundo.

Responsável pela arborização e manutenção de todas as áreas verdes em Brasília, a Novacap tem catalogados cerca de 250 mil ipês em todo o Distrito Federal, entre roxos, amarelos, brancos, rosa e o raro ipê-verde.

Somente em 2020 a companhia já plantou cerca de 30 mil novas árvores em vários pontos da cidade. Com destaque para o Eixo Monumental, que recebeu mais de três mil mudas, e a Estrada Parque Taguatinga (EPTG), contemplada com 2,5 mil ipês, o que motivou o apelido carinhoso de IpêTG. Ainda jovens, estas árvores devem florescer em cinco anos, aproximadamente.

Árvore nativa nos cerrados e matas ciliares do Distrito Federal e das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste, as diversas espécies de ipês desabrocham entre os meses de junho e setembro, com copa totalmente desfolhada. E obedecem a um “calendário” de floradas, começando pelo ipê-roxo, que já começa a dar as caras na capital federal, seguido pelas espécies amarelo, branco, rosa e verde.

Onde tem ipê-rôxo

A espécie é muito utilizada pelo Departamento de Parques e Jardins da Novacap na arborização de Brasília. Árvores adultas podem ser vistas ao longo dos canteiros paralelos aos Eixos Rodoviários Sul e Norte; nas superquadras 216 Norte e 114 Sul; às margens da via W5 Sul; no canteiro central da Avenida das Nações, em frente à Embaixada do Iraque; e no canteiro central da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), nas proximidades da Região Administrativa do Cruzeiro.

Exemplares isolados podem ser observados em quase todas as quadras de Brasília. Além disso, no Taguaparque, existe um espaço dedicado à espécie, a Praça do Respeito. No local foram plantados 26 ipês-roxos.

Governador anuncia criação de central para fortalecer atuação de 300 fiscais do DF Legal e da Vigilância Sanitária nas ruas

Foto: Marco Antonio.

O Governo do Distrito Federal vai reforçar a fiscalização das medidas sanitárias adotadas pelo comércio para conter a pandemia do novo coronavírus. Para isso, conta com a participação efetiva da população, por meio do registro de denúncias anônimas. A proposta foi anunciada pelo governador Ibaneis Rocha, nesta segunda-feira (25), durante reunião com entidades de representação dos trabalhadores comerciários.

“Não existe força tarefa no mundo que consiga fiscalizar todos ao mesmo tempo, por isso acredito que será muito importante uma participação social com a criação de um canal específico para denúncias”, detalhou o governador. A central deve sair do papel nos próximos dias e, segundo o chefe do Executivo, vai funcionar como uma espécie de ouvidoria.

Protocolos de segurança
“Os trabalhadores poderão encaminhar e-mails ou mesmo ligar e denunciar onde os protocolos de segurança não estão sendo seguidos, e tudo poderá ser feito de forma anônima para não comprometer ninguém”, assegurou. A medida reforça uma série de outras adotadas pelo governo antes da reabertura de parte do comércio, prevista para terça-feira (26).

“Exigimos que os empresários adotem medidas de prevenção, estamos cuidando da desinfecção do transporte público e ainda reforçamos a rede de saúde com novos leitos”, enumerou Ibaneis Rocha. “Sei do tamanho da responsabilidade que carrego nas minhas costas. Por isso, todas as ações estão sendo tomadas com base em estudos técnicos, cálculos e projeções elaboradas pela Secretaria de Saúde e a Codeplan.”

Todos devem cumprir
A secretária-geral do Sindicato dos Empregados no Comércio do DF, Geralda Godinho Sales, se disse preocupada com a fiscalização dos estabelecimentos menores. “Os grandes comércios estão cumprindo as determinações do governo, mas com os pequenos ainda tudo está muito precário ainda”, observou.

De acordo com ela, a categoria, estimada em mais de 150 mil trabalhadores, partilha da mesma preocupação. “Apesar de a gente ver que o decreto do governo detalhou bastante as medidas voltadas à saúde do trabalhador, tem muita gente que não acata”, pontuou.

Para Geralda, a criação do disque-denúncia pode ser uma alternativa para ajudar os sindicatos na fiscalização das medidas de proteção aos comerciários. “Com a central, esperamos que a fiscalização seja reforçada”, afirmou. “Todos os sindicatos estarão ajudando o governo nisso também”.

O secretário de Governo, José Humberto Pires, informou que a central de denúncias estará em pleno funcionamento até a próxima semana. “Enquanto isso, seguimos com ações de fiscalização regionalizadas e concentradas nas regiões nas quais é maior a incidência do número de casos”, disse. Ele contabiliza que cerca de 300 fiscais do DF Legal, da Vigilância Sanitária e servidores de outras secretarias participam, diariamente, das ações.



A partir desta semana, a análise e aprovação de projetos de incêndio e arquitetura realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) passa a ser integralmente digital


Imagem: Pedro Paulo.

A mudança vinha sendo implementada, com parte da documentação sendo enviada digitalmente. A antecipação do processo final ocorreu a fim de evitar aglomerações nos setores que recebiam os documentos impressos por conta do atual cenário pandêmico.


“A implementação do processo vinha sendo feito de forma gradativa, há cerca de dois anos. Antes disso, todo o processo era feito com a entrega da documentação de forma impressa, inclusive os projetos”, explicou o chefe da Seção de Análise de Projetos do CBMDF, o tenente-coronel Luiz Santana.

Os projetos contra incêndio e pânico prevê a instalação de hidrantes, chuveiros automáticos, detecção de Incêndio, para–raios, sistema de extintores e, ainda, sinalização, iluminação e saída de emergência.

Além de facilitar o processo interno da corporação, o novo modelo gera economia para o usuário, que não terá que se deslocar até a seção de projetos, localizada na Unidade do Cruzeiro, e nem fazer impressões, pois no caso de reprovação era necessário fazer uma nova impressão de toda a documentação com os ajustes.

“Com a aprovação do projeto, o solicitante receberá um QR Code que somente poderá ser lido exclusivamente pelo aplicativo desenvolvido pela corporação. Desta forma, além da segurança de dados, todos os documentos poderão ser acessados a qualquer tempo, sem o perigo de serem perdidos e sem correr risco de ter que ser iniciado novamente”, explicou Santana.

O novo formato facilita também a vistoria para emissão do Habite-se e Licença de Funcionamento, documento necessário para funcionamento de qualquer atividade, seja com público ou não. O bombeiro responsável pela fiscalização não precisará mais levar até a edificação os projetos impressos, mas apenas um tablete da corporação ou mesmo pelo celular, como afirma o tenente-coronel. “Após a aprovação da vistoria, o próximo passo é a liberação do Habite-se, essencial para que o local seja habitado, e na sequência a liberação do funcionamento. Todos esses pontos terão mais celeridade, pois toda a documentação poderá ser acessada online”.


Para facilitar a uniformização dos serviços, o CBMDF disponibilizou um tutorial com o formato para o envio da documentação, que poderá ser conferido neste link.



O vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Rodrigo Delmasso (Republicanos), publicou nota de desculpas à população do Distrito Federal, neste domingo (24/05) reconhecendo seu erro


Foto: Rogério Lopes.

Nas redes sociais, Delmasso reconheceu “erro” em relação à aprovação da proposta que inclui ex-deputados e ex-servidores no plano de saúde da Casa. “A verdadeira intenção não era aquela que apareceu e, por causa da interpretação, é melhor pedir desculpas. O importante é que temos tempo para consertar”, disse, em nota neste domingo (24), o vice-presidente Rodrigo Delmasso (Republicanos), em redes sociais.


Segundo Delmasso, já havia informado que os deputados decidiram pela revogação da medida na sessão da próxima terça-feira (26/05), quando ocorrerá nova sessão extraordinária remota na CLDF.

O vice-presidente lamentou o ocorrido e pede desculpas à população pela aprovação de um projeto de resolução que acabou permitindo a inclusão de ex-deputados distritais como beneficiários do plano de saúde da Câmara Legislativa (Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores – Fascal).

“Quem não tem pecado, atire a primeira pedra. A frase foi dita por Jesus, quando Maria Madalena estava sendo condenada pela prática de prostituição. Venho aqui reconhecer o meu erro. Não vou colocar outra versão, mas uma coisa é certa: a verdade sempre prevalece”, disse Delmasso.

“Graças a Deus temos a possibilidade de consertar o erro, o que será feito na próxima terça-feira. Quero, sim, pedir desculpas aqueles que se decepcionaram, mas tenham a minha palavra de que isso não acontecerá mais”, afirmou.

O deputado ainda declarou “verdadeiro pedido de desculpas” e destacou que a intenção “nunca foi lesionar o dinheiro público, mas, sim, economizar”. 

Veja a nota de desculpas publicada pelo vice-presidente Rodrigo Delmasso:

“QUEM NÃO TEM PECADO, ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!”

Frase acima foi dita por Jesus, quando Maria Madalena estava sendo condenada pela prática de prostituição.
Venho aqui reconhecer o meu ERRO. Não vou colocar outra versão, mas uma coisa é certa que a verdade sempre prevalece.
Graças a Deus temos a possibilidade de reparar o erro, o que será feito na próxima terça-feira. Quero sim pedir desculpas aqueles que se decepcionaram, mas tenham a minha palavra que isso não acontecerá mais!
Fica o bom aprendizado que a população está acompanhando nosso trabalho, peço que continue e verão que fazemos muitas coisas boas.
Com isso gostaria de fazer algumas perguntas:
1) Uma vida inteira pode ser inviabilizada por causa de um erro?
2) Todo um trabalho pode ser invalidado por causa de um erro?
3) Quando você erra, como gostaria de ser recebido?
Deixo aqui o meu verdadeiro pedido de desculpas, mesmo sabendo que a intenção nunca foi lesionar o dinheiro público mas sim economizar!
Abraços,
DEPUTADO DELMASSO
Foto: Rogério Lopes.

Os deputados Rafael Prudente e Rodrigo Delmasso garantiram que ex-deputados distrital ficarão fora do plano de saúde da CLDF e que o plano de saúde da casa será privatizado




Em entrevista coletiva ocorrida nesta sexta-feira (22), o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB), anunciou que vai excluir a participação de ex-deputados distritais do Plano de Saúde da Casa. A decisão foi tomada pela mesa-diretora em decorrência da equivocada interpretação da proposta aprovada na última terça-feira.

Rafael Prudente assegurou que a atual gestão tem sido marcada pela transparência, pela legalidade e pela contenção de despesas e que nada é votado as escondidas na Câmara Legislativa.

Ele afirmou que a proposta do plano de saúde foi aprovada dentro da legalidade na última terça-feira com o voto da maioria dos deputados e que todos os parlamentares sabiam o que estavam votando.

“Não houve nenhum tipo de manobra como foi publicado por aí e nem eu tenho a capacidade para enganar 23 deputados”, enfatizou.

“Aqui nada é definitivo e decisões tomadas podem ser refeitas”, reiterou ao afirmar que na reunião remota da próxima terça-feira (26) o plenário vai excluir ex-deputados de fazer parte do Fascal, o fundo de assistência à saúde da CLDF.

Prudente explicou que o recuou se deve a um equívoco na compreensão da opinião pública e que a resolução 40, aprovada na última sessão, sofrerá alterações vetando a possibilidade de ex-distritais terem direito ao plano de saúde.

O deputado Rodrigo Delmasso, que comanda a Vice-Presidência da Câmara Legislativa, órgão que administra o Fundo de Assistência a Saúde, disse que o Fascal tinha um deficit de mais de 20 milhões de reais por ano, prejuízo que a Câmara tinha que cobrir.

O deputado afirmou ainda que a nova formatação feita sobre o Fascal a Câmara deixará de aportar recursos financeiros como vinha ocorrendo há anos.

Segundo Delmasso, a economia que vem sendo feita está possibilitando a Casa devolver recursos públicos aos cofres do GDF como os R$60 milhões empregados na compra de respiradores e outros equipamentos para o combate ao coronavírus.

Rodrigo Delmasso explicou ainda que pela primeira vez na história do Fascal o plano de saúde fechou o ano com um superavit de mais de R$3 milhões de reais.

“O plano não deu prejuízo e a Câmara não tirou dinheiro do cofre para cobrir rombo”, disse.

Delmasso defendeu que a proposta seja debatida entre os deputados e setores da sociedade civil além dos órgãos de fiscalização e controle do DF.

Por Toni Duarte | Radar DF

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Dez regiões administrativas ganharam esse equipamento urbano no primeiro semestre. Novacap já investiu mais de R$ 1,5 milhão em 167 mil metros quadrados


Fotos: Lúcio Bernardo Jr.

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) construiu, desde o o início do ano, 167 mil metros quadrados de calçadas, que ajudam a promover a harmonia entre carros e pedestres em meio ao trânsito nas cidades. Com esse trabalho, o Governo do Distrito Federal tem contribuído para o bom convívio entre máquinas e pessoas.

As obras estão por toda parte. De acordo com a Novacap, foram investidos mais de R$ 1,5 milhão. Só em Samambaia, este ano, a companhia entregou mais de mil metros quadrados de passeio público aberto entre as árvores das quadras 431 e 550.

Samambaia não foi, porém, a única contemplada com o equipamento público. Conforme a tabela de obras realizadas pela Novacap, outras dez regiões administrativas ganharam calçadas neste primeiro semestre: Santa Maria, Ceilândia, Brazlândia, Plano Piloto, Taguatinga, São Sebastião, Jardim Botânico, Octogonal, Recantos das Emas e Águas Claras.

O serviço é de competência da Diretoria de Urbanização, gerida pelo diretor Sérgio Antunes Lemos. Em alguns casos, como nas QNOs 5 e 7 de Ceilândia, a calçada teve de ser reconstruída devido ao mau estado de conservação em que se encontrava. Agora, de um lado e do outro do canteiro central que divide as duas quadras, há calçada suficiente para pedestres não precisarem se arriscar em meio ao fluxo intenso de veículos vindo da BR-070, um risco para os moradores.

Que o diga Sebastião Valter Fernandes da Silva, 32 anos. O morador da quadra conta que quase foi atropelado certa vez ao tentar caminhar entre os carros. Risco que não corre mais. Sebastião elogiou o tamanho das calçadas. “Bem melhor do que estava antes. São mais largas. Eu costumo ir para o parque (Recreativo do Setor O) a pé ou de bicicleta. Antes era um desafio passar aqui”, relata.

A verba investida na construção de calçadas em Ceilândia foi de R$ 3,4 milhões. As obras ainda não acabaram. Quem passar pela QNP 18, por exemplo, certamente notará que, ao longo dos conjuntos A e K, homens e tratores trabalham diuturnamente na construção de 600 metros quadrados de calçadas.

O “calçadão”, como já é chamado pela vizinhança, foi construído paralelamente à ciclovia. Esta era justamente uma queixa dos moradores. Os pedestres reclamavam que não era nada seguro dividir a pista para ciclistas.Helen Nunes Silva, 32 anos, moradora do conjunto H, aprovou a iniciativa do governo. 

“A gente corre risco de ser atropelado andando na ciclovia por algum ciclista. Eles andam numa velocidade alta”, reclama Helen Nunes Silva, 32 anos. Acompanhada da filha Vitória Nunes, 14, a moradora do conjunto H aprovou a inciativa do governo de dedicar uma passagem exclusiva para pedestres.

Enquanto não fica pronta, a obra na QNP 18 virou atração para a criançada. Alguns já se veem caminhando ali. É o caso do estudante Breno Martins Silva Araújo, 14, que mora em frente, no Conjunto J. “Vou poder andar com meu irmãozinho, de oito anos. Na ciclovia era muito perigoso”, fala.



























Fotos: Lúcio Bernardo Jr.
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