Líder do Podemos quer financiamentos para igrejas investirem em energia fotovoltaica

O Governo Federal estuda a possibilidade de criar uma modalidade de tarifa diferenciada para reduzir custos de igrejas com energia elétrica. Essa política pode chegar a custar cerca de 30 milhões de reais por ano, segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse à Reuters
 
Resultado de imagem para igreja energia fotovoltaicaOs custos de políticas como essa são bancados pelos consumidores de energia em geral, por meio de encargo cobrado nas contas de luz que abastece a chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – responsável por recursos para programas que incluem desde descontos para clientes de baixa renda, até apoio a fontes renováveis e ao carvão mineral.

O líder do Podemos na Câmara, deputado federal José Nelto, é contrário à criação desse subsídio. Para ele, se as igrejas forem contempladas com tal política, outras instituições também deverão ter o direito.

“Sou contra o subsídio que o governo federal estuda conceder para as igrejas.Quem vai pagar? Mais uma vez, os pagadores de impostos, os cidadãos. Vejo nesse momento que o presidente da república quer usar as igrejas evangélicas para colher assinaturas para a criação do seu partido, isso é muito perigoso. Se o projeto ou a medida provisória chegar à Câmara dos Deputados, ela será emendada, para que creches, escolas, produtores rurais, todos também sejam subsidiados”, dispara Nelto.

Contraproposta

O parlamentar diz que se o Presidente Jair Bolsonaro aceitar uma sugestão, seria a de abrir uma linha de crédito para que as igrejas, creches, universidades federais e outras instituições, por meio do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, pudessem pegar financiamentos para investir em energia fotovoltaica.

“Eu quero dar uma sugestão ao presidente, se ele aceitar. Tenho conversado com várias igrejas, sou Cristão, respeito todas as religiões, que são muito importantes para o nosso País. O que sugiro é que o governo abra uma linha de crédito para que as igrejas e outras instituições possam colocar energia fotovoltaica, gerando assim, economia na conta de energia”.

O governo poderia ainda, segundo o deputado, abrir mão ainda dos incentivos fiscais que tem dado a grandes empresas. “Precisamos tirar o Brasil do atraso, dessa política petista que quebrou o país. É preciso reerguer a nação, sem populismo e demagogia. Não tem almoço de graça, alguém tem que pagar a conta. A sociedade brasileira quer seriedade dos governantes”, completa.